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História do Brasil
 

A Abolição da Escravatura

 
  No final do século XIX, a escravidão já havia sido abolida na maioria dos países. O Brasil seria o último país a abolir oficialmente a escravidão, pois durante muito tempo a aquisição de escravos foi um grande investimento.

Leis que vieram antes da abolição

 

1850 – Lei Eusébio de Queirós.

 Determinou o fim do tráfico de escravos para o Brasil. Essa lei proibiu o desembarque de negros africanos nos portos brasileiros.  Os últimos 200 escravos trazidos para o país desembarcaram em Pernambuco, em 1855.

 

 

 

 

1871 – Lei do Ventre Livre.

 Declarava libertos os filhos das escravas nascidos a partir da aprovação da lei. Seus defensores afirmavam que a Lei do Ventre Livre, junto com a proibição do tráfico negreiro, assegurava a extinção gradual da escravidão no Brasil. Os donos de escravos, por sua vez, temiam ficar sem mão-de-obra para trabalhar em suas plantações. Eles acusavam o governo de querer provocar uma crise econômica ao decretar essa lei. A Lei do Ventre Livre, porém, teve pouco efeito prático, já que dava liberdade aos filhos de escravos, mas os mantinha sob a tutela dos donos das mães até completarem 21 anos.

 

1885 – Lei dos Sexagenários. 

 Também chamada Lei Saraiva-Cotegipe, libertava os escravos com mais de 65 anos. Essa lei também não ajudou quase nada, pois poucos escravos conseguiam viver mais de 40 anos. Por quê? Eles trabalhavam muito, comiam pouco e suas senzalas não tinham nenhum conforto. Além disso, a maioria dos escravos se vestia com trapos, não tinha roupas quentes para se proteger no inverno e, quando ficavam doentes, em geral, continuavam trabalhando e não contavam com nenhum cuidado especial.

 Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão dos negros no Brasil.

 
 

 
 

 

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