|
Múmias, pirâmides
monumentais, faraós poderosos e muito mistério. A civilização egípcia
surgiu há mais de 6 mil anos, no vale do rio Nilo. |
 |
Nilo, o coração do
Egito
O rio Nilo nasce na África Central; a chuva que ocorre próxima
às nascentes mantém o rio perene em pleno deserto.
De julho a dezembro, o rio transborda, fertilizando as terras
ribeirinhas. |
Um grande rio como o Nilo só pode ser aproveitado de forma
ampla se houver o esforço coletivo para o tratamento rápido do solo para o
plantio e a construção de canais de irrigação.
O historiador grego Heródoto chamava o Egito de “Dádiva do
Nilo”.
A história do Egito pode ser dividida em Período Pré-Dinástico,
com início em 4000 a.C.
e término em 3200 a.C., e Período Dinástico, que termina com a invasão dos
persas.
Durante milhares de anos, os povos que ocuparam o vale do Nilo
fixaram-se em aldeias. As aldeias agrupavam-se em unidades de administração
independentes, chamadas nomos. O único chefe, líder político, militar e juiz era
conhecido como nomarca. Eventualmente, os nomos reuniam-se para
atender a uma necessidade em comum, geralmente tarefas de interesse coletivo,
como obras junto ao rio Nilo.
Com o crescimento da população, os nomos
passaram a guerrear entre si pelas melhores terras. Ao final destes
conflitos, que duraram séculos, formaram-se dois reinos, o Baixo Egito e o Alto Egito. Em 3200 a.C., o rei Menés, do Alto Egito,
conquistou o Baixo Egito, formando um único reino, tornando-se o primeiro
faraó.
Com a junção dos dois reinos, o faraó passa a usar uma coroa dupla,
branca e vermelha, cores de cada um dos antigos reinos, e portava um cetro,
símbolo do poder.
O faraó possuía várias esposas, geralmente parentes, mas apenas
a primeira mulher recebia o título de rainha.
O Estado egípcio era baseado na teocracia, um governo em que a
classe sacerdotal detém o poder político. A religião, portanto, era muito
importante e o faraó era considerado um deus.
O respeito pela divindade do faraó mantinha o Egito unido. A
partir do faraó, a vida egípcia era dividida em uma hierarquia social:
Nobres: parentes do faraó, comandantes do exército e nomarcas,
que passaram a ser, após a unificação, chefes locais da administração.
Sacerdotes:
altamente prestigiados
pela população, diziam ter intimidade com os deuses. Além de seus
conhecimentos, possuíam riquezas, pois eram intermediários no processo de
doação às divindades.
Escribas: jovens que recebiam instruções nas escolas do palácio,
aprendendo os detalhes da leitura e escrita de hieróglifos. Tinham também
conhecimentos de aritmética, cuidavam dos trabalhos administrativos e da
coleta de impostos. Eram imprescindíveis ao governo do faraó.
Soldados:pouco prestigiados pela população, viviam dos produtos recebidos
com os saques em guerras. No exército egípcio, os soldados estrangeiros
recebiam um pedaço de terra por seus serviços.
Camponeses e
artesãos: a base da sociedade egípcia era a atividade agrícola e o
trabalho de marceneiros, pintores, escultores, tecelões e ourives.
Todos trabalhavam para o faraó e sua nobreza, recebendo como pagamento
parte da produção.
Como acreditavam na vida após a morte, guardavam parte de seus
proventos para o próprio funeral, não se importando em ter uma vida humilde.
Escravos: prisioneiros de guerra, que trabalhavam em serviços pesados, por
exemplo, na construção de templos, palácios e pirâmides. Em geral, eram bem
tratados pelos egípcios em comparação ao que outros povos faziam com os
escravos.
|
|
|
O Antigo Império (3200-2200 a.C.)
|
|
|
A fase de maior
prosperidade do Antigo Império foi em 2800 a.C. Mênfis
tornou-se a capital do império e foram construídas as famosas pirâmides de Gizé, dedicadas aos faraós Quéops, Quefrén
e Miquerinos.
 |
As pirâmides de Gizé, dos faraós Quéops, Quefrén
e Miquerinos possuíam mastabas,
outras pequenas pirâmides, que abrigavam os corpos dos funcionários mais
próximos ao faraó.
|
Entre
2400 e 2000 a.C. os nomarcas e a nobreza, descontentes com o poder absoluto
do faraó, provocaram crises políticas e revoltas internas.
|
|
O Médio Império (2000-1750 a.C.)
|
|
No ano de 2000 a.C.,
houve um movimento na cidade de Tebas para
restauração do poder faraônico. Com a vitória sobre os nomarcas,
o Egito novamente retoma a expansão.
Tebas torna-se capital do império e o
Egito investe nas conquistas militares, ocupando a Palestina e a Núbia (atual
Sudão). O Egito sofre invasão dos hicsos, povo
asiático que ocupou a região do delta do Nilo. A vitória dos hicsos deu-se principalmente pelo uso de seus carros de
guerra puxados por cavalos.
Neste período também
chegaram ao Egito os hebreus.
|
|
Novo Império (1580-670 a.C.)
|
|
Com a expulsão dos hicsos em 1580
a.C. e aproveitando os conhecimentos adquiridos com
eles, houve a invasão da Síria e da Palestina sob o comando de Tutmés III, levando o domínio egípcio até o rio Eufrates.
Com as riquezas e os
escravos obtidos com conquistas, o Egito atingiu seu apogeu. Os sacerdotes
passaram a ter grande prestígio, ameaçando constantemente o poder dos faraós.
Ramsés II manteve um governo
extremamente militarista. Com sua morte, porém, iniciam-se disputas internas
pelo poder, enfraquecendo o governo e facilitando a ação de invasores.
No final do século VII
a.C., os assírios invadiram o país. A independência
egípcia foi reconquistada com a invasão persa, mas não de forma duradoura. Em
332 a.C., o Egito foi dominado por Alexandre Magno e em 30 a.C. pelos romanos.
|