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Folclore é
o conjunto das tradições culturais e
artísticas de um povo, suas danças, cantos,
festividades, artesanato, indumentárias etc.
O termo
folclore (folk-lore)
foi empregado pela primeira vez pelo
arqueólogo inglês G.J. Thomas, em 1846.
Principais lendas do folclore
brasileiro
Boitatá
É uma
serpente de fogo, cobra-grande, jibóia. Este é
o gênio que protege os campos contra quem os
incendeia. No Sul, diz a
tradição que ele mata animais, mas não os
devora inteiros. Come apenas os olhos da
carniça. Tanto olho já devorou que ficou cheio
de luz. Seu corpo transformou-se numa bola de
chamas - clarão vivo!
Boto-cor-de-rosa
É um
rapaz bonito, bem-vestido, galanteador, ótimo
dançarino. Aparece à noite e encanta as moças,
arrastando-as à beira do rio, onde as
engravida.
Antes do
amanhecer, porém, vira boto e desaparece nas
águas do rio Amazonas. Com o entardecer, tudo
recomeça.
Curupira
É um anão
de pés às avessas, com dedos para trás e
calcanhares para frente, protetor das árvores
e dos animais, é ele quem assombra nas
florestas, ao lado dos cães e porcos que são
seus amigos inseparáveis. É um índio pequeno,
ágil e de cabelo vermelho. Cuidado para não se
perder na floresta por causa dele!
Iara
Segundo a
lenda, Iara é metade mulher, metade peixe,
enfeitiça os homens com seu canto irresistível
e os atrai para o fundo dos rios e lagos, onde
vive.
Lenda do
Milho
A lenda
conta como surgiu o milho, segundo os índios
parecis. Um grande
chefe da tribo, muito antigo, chamado
Ainotarê, ao
sentir a aproximação da morte, chamou o filho
Kaleitoê,
ordenando-lhe que o enterrasse no meio da
roça.
Avisou
ainda que, três dias depois de enterrado,
brotaria de sua cova uma nova planta que,
pouco depois, daria sementes. Pediu que não as
comessem, pois, plantando-as, a tribo ganharia
um novo alimento.
Foi o que a
tribo fez, surgindo o milho.
Lobisomem
O
lobisomem é forte, decidido e feroz. Devorador
de viajantes, lenhadores e descuidados, é
capaz de esmigalhar montanhas a murros, beber
rios e transportar florestas. Escondido nas
alturas da serrania,
torna-se invisível diante de quem o
procura, mas deixa rastros de gigante por onde
passa.
Mula-sem-cabeça
Nas
noites de sexta-feira, todo cuidado é pouco!
Diz a lenda que
toda mulher que seduz padres e compadres vira
mula-sem-cabeça: que solta fogo pelo pescoço,
assustando quem ouve seu galope e as correntes
que arrasta atrás de si.
Negrinho do
Pastoreio
Diz uma
lenda cristã que o negrinho não possui
pecados, é um anjo bom. Vive à procura de
objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem
encontrados por seus donos. Quem perder suas
prendas no campo guarde esperança: junto de
algum mourão ou sob os ramos das árvores,
acenda uma vela para o negrinho e vá dizendo:
"Foi por aí, foi por aí que eu perdi...". Se
ele não achar, ninguém mais!
Saci-pererê
Diz
a lenda que não é
raro ouvir suas gargalhadas perto dos brejos.
Também pudera! Ele se diverte pregando sustos
nos outros! Quando aparece, esse negrinho de
uma perna só é inconfundível com seu cachimbo
e seu gorrinho vermelho. Inofensivo, vive
fazendo diabruras, dando nó em rabo de cavalo
e assustando o gado no pasto.
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