O plantio da cana
e a produção do açúcar exigiam o trabalho de
muita gente. A princípio, foi utilizada a
mão-de-obra indígena.
No
entanto, quando esta economia provou sua alta
rentabilidade, utilizou-se a mão-de-obra
africana, o que possibilitou
a Portugal mais uma
fonte de lucros: o tráfico de escravos negros.
Portanto, a solução mais lucrativa para o
problema da mão-de-obra no Brasil foi
a escravização do
negro africano. E os principais interessados
na implantação da escravidão negra no Brasil
eram os "donos" do tráfico negreiro.
Os
traficantes traziam os escravos negros das
colônias portuguesas da África,
transportando-os pelos mares em navios
conhecidos como navios negreiros. Chegando ao
Brasil, os escravos eram vendidos, por altos
preços, ao diversos interessados.
O
tráfico negreiro foi um dos setores mais
lucrativos do comércio colonial. Os lucros
obtidos com a compra e venda de escravos iam
para a Metrópole: para a burguesia envolvida
nesse comércio e para o rei na forma de
impostos.
Impulsionado pelo sistema colonial, o tráfico
negreiro era a principal fonte de fornecimento
de mão-de-obra para a empresa açucareira.