O último
conflito de grandes proporções do Segundo
Reinado foi a Revolução Praieira, ocorrida em
Pernambuco, resultado da crise econômica
européia, que gerou a diminuição das
exportações de açúcar e algodão.
Nessa fase Pernambuco era dominado por grandes
famílias latifundiárias e as oportunidades
para o Partido Liberal, formado pelos pequenos
lavradores, eram poucas.
O Partido Liberal tinha como seu principal
divulgador o jornal Diário Novo, situado na
rua da Praia. O
movimento ganhou força, espalhando-se para o
interior da província. Com a subida ao poder
dos liberais em 1844, foi nomeado como
governador Chichorro
da Gama, que, se não era um praieiro radical,
ao menos procurava cumprir as leis.
Com a queda dos liberais no Rio de Janeiro
(1848), os conservadores retomaram o poder em
Pernambuco. Esse fato deflagrou a revolução em
7 de novembro 1848, que se alastrou por toda
província.
Houve um manifesto elaborado pelos
revolucionários em janeiro de 1849, que
apresentava as seguintes reivindicações:
Voto
livre e universal.
Liberdade
de pensamento.
Trabalho
para todos.
Comércio
nacionalizado.
Independência dos poderes.
Organização do país em Estados autônomos.
Derrotado, o Partido Liberal assume posturas
muito semelhantes às do Partido Conservador.